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Assentados e quilombolas alagoanos se preparam para Encontro Nacional de Agroecologia


Publicado dia 04/05/2018
 
 
Em organização para o IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), aproximadamente 70 agricultores familiares, assentados, quilombolas e indígenas de Alagoas reuniram-se na última quinta-feira (3) no Encontro Alagoano de Agroecologia. O evento aconteceu na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Campus Arapiraca.
 
Participaram representantes do Incra, da UFAL, do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), da Fundação Nacional do Índio (Funai), de organizações não-governamentais e de associações de produtores orgânicos dos assentamentos e comunidades.
 
“O encontro foi bastante representativo, com uma numerosa participação de agricultores familiares, indígenas e pescadores. Pretendemos mostrar o potencial que Alagoas tem na produção orgânica e com vínculo com a agroecologia”, avaliou o representante pelo Incra do Núcleo Operativo da Rede Alagoana de Agroecologia e assegurador do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) no estado, José Ubiratan Santana.
 
A programação contou com uma apresentação sobre o IV ENA relacionada à conjuntura, à importância, ao conteúdo e à metodologia do encontro. Também foram realizados trabalhos de grupo para discutir sobre a participação de Alagoas no evento nacional, bem como debate sobre o contexto da agroecologia no estado.
 
“Esta foi uma das etapas preparatórias para o Encontro Nacional de Agroecologia. Já havia acontecido uma etapa anterior com assentados, professores e estudantes da Zona da Mata alagoana e, nos dias 10 e 11 de maio, ocorrerá um novo encontro, dessa vez junto com representantes do estado de Sergipe”, anunciou Santana.
 
Participação no ENA
 
O evento em Arapiraca serviu para discutir, além dos temas do encontro nacional, as vagas disponíveis para o estado. Serão 45 participantes alagoanos, sendo que 70% devem ser representações da agricultura familiar, 50% de mulheres e 30% de jovens.
 
Foi definida a participação de sete assentamentos e três comunidades quilombolas dos biomas Caatinga e Mata Atlântica, que possuem produção agroecológica. Eles estarão presentes no IV ENA com a exposição e a comercialização de produtos na Feira dos Saberes e Sabores. Além disso, parte da produção será doada aos participantes, tendo em vista que a alimentação deles ocorrerá de forma colaborativa no evento.
 
Participarão os assentamentos Flor do Bosque, do município de Messias; Dom Elder, de Murici; Roseli Nunes e Nova Paz, de Geraldo Ponciano; Padre Emídio e Pindoba, de União dos Palmares; e Francisco de Souza, de Atalaia. As comunidades quilombolas participantes serão Muquem, de União dos Palmares; Paus Pretos, de Monteirópolis; e Cajá dos Negros, de Batalha.
 
Os agricultores levarão uma riqueza de produtos: sabonete de leite de cabra; concentrado orgânico natural (adubo); mel; vinho de jabuticaba; doces diversos; lambedor (xarope feito de produtos naturais); castanha de caju; pimenta e molho de pimenta; batata-doce; goma de mandioca; inhame; geleia; licor; cocada; arte indígena; artesanato em palhas de bananeira, de cipó e de ouricuri (palmeira nativa da região); e artesanato de barro e de pano das comunidades quilombolas.
 
Para a feira de troca de sementes os produtores levarão sementes crioulas de milho e feijão e sementes de adubação verde.
 
Após a participação dos representantes alagoanos no ENA, a proposta é que, ao retornar, os grupos voltem a se reunir para debater sobre a rearticulação da rede de agroecologia em Alagoas, bem como sobre a construção do Congresso Brasileiro de Agroecologia a ser realizado em Sergipe em 2019.
 
IV Encontro Nacional de Agroecologia
 
A quarta edição do ENA acontecerá de 31 de maio a 3 de junho no Parque Municipal de Belo Horizonte (MG), com o lema “Agroecologia e Democracia Unindo Campo e Cidade”. Segundo consta na página do evento na internet, a programação dos encontros nacionais propicia a realização de balanços e sínteses coletivas sobre os avanços e desafios do campo agroecológico brasileiro, exercendo papel determinante na afirmação política dos diversificados segmentos da sociedade, identificados com a alternativa agroecológica que se constrói de forma descentralizada em todo Brasil.
 
Durante os eventos nacionais são apresentadas experiências em agroecologia de diversos territórios do país. Nessas ocasiões há troca de conhecimento, compartilhamento de aprendizados técnicos e metodológicos e discussão dos efeitos das políticas públicas para a agricultura familiar e para os povos indígenas e de comunidades tradicionais. Também é oportunidade para dar visibilidade pública à agenda política do movimento agroecológico junto aos governos e à sociedade.
 
 
 
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