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Assentados gaúchos abrem colheita do arroz orgânico


Publicado dia 20/03/2017

 

A colheita da safra 2016/2017 de arroz agroecológico nos assentamentos do Rio Grande do Sul foi aberta oficialmente na sexta-feira, 17, no assentamento Capela, em Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre. A expectativa é colher este ano 548 mil sacas (27,4 mil toneladas) de arroz sem nenhum veneno o que daria para suprir o consumo de arroz de toda a população da capital gaúcha durante cinco meses*. O ato foi promovido pelo Grupo Gestor do Arroz Agroecológico (GGAA) - instância que reúne cooperativas, técnicos e famílias assentadas. 

A safra atual é resultado de 18 anos de experiência. Hoje, o cultivo do arroz agroecológico é realizado em cerca de 5 mil hectares por 616 famílias em 22 assentamentos de 16 municípios gaúchos. "Tenho a grata satisfação de acompanhar mais de perto o trabalho dos agricultores, receber e encaminhar as demandas. O Incra está sempre à disposição das famílias assentadas", afirmou o superintendente regional do Incra no Rio Grande do Sul, André Bessow, que participou do ato de abertura da colheita. O Instituto tem sido parceiro na estruturação da cadeia do arroz agroecológico, com várias ações e investimentos - apenas pelo programa Terra Sol, por exemplo, já foram destinados R$ 6,3 milhões para obras e equipamentos no últimos 10 anos.

O dirigente estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Cedenir de Oliveira ressalta o envolvimento dos agricultores. "O mais importante são as mais de 600 famílias que produzem e que reafirmam que é possível ter um modelo de agricultura que tem gente no campo, que oferece produtos de qualidade, sem veneno. Não é um projeto de entrega de carne podre para a sociedade", afirmou em referência à operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal e que investiga um esquema de fraudes na fiscalização de carnes liberadas para o consumo.

Estruturas

O domínio de toda a cadeia pelas famílias também é um diferencial da linha produtiva do arroz orgânico. A produção é totalmente beneficiada em três agroindústrias em assentamentos de Nova Santa Rita, Eldorado do Sul e Tapes. Émerson Giacomelli, do GGAA, ressalta que esta será a primeira safra a ser completamente armazenada em unidades das próprias cooperativas. Todas estas estruturas estão sendo ampliadas: em Eldorado do Sul está em construção um Complexo Industrial do Arroz Agroecológico, que inclui uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (no valor de R$ 4 milhões, com recursos do Incra, por meio do programa Terra Sol), uma indústria de arroz parbolizado e integral (que contará com investimentos de R$ 21,8 milhões pelo programa Terra Forte), e uma unidade de secagem e armazenamento, já inaugurada, com recursos do Funterra (governo Estadual e BNDES). 

Além das famílias assentadas, participaram da abertura da colheita representantes de entidades parceiras, de sindicatos, legislativo e executivo. 

*Este cálculo considera a população estimada de 1.481.019 habitantes em Porto Alegre (IBGE), o consumo médio de arroz per capita/ano no Brasil de 26,5 kg (entre polido e não especificado - IBGE), a colheita de 548 mil sacas (grão armazenado/seco - dados do GGAA) colhidas e o peso médio de 30kg de arroz após beneficiamento para cada saca de 50kg (GGAA). 

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