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Educadoras maranhenses destacam a importância do Pronera para os trabalhadores rurais


Publicado dia 07/06/2018
Professoras Conceição Lobato e Adelaide Coutinho ajudaram a construir da trajetória do Pronera no Maranhão
Crédito: Ascom Incra/MA
 
Em duas décadas de existência, o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) formou 23,5 mil alunos no Maranhão. A oportunidade de acesso à educação formal foi aberta a jovens e adultos de assentamentos criados ou reconhecidos pelo Incra, quilombolas, trabalhadores acampados cadastrados na autarquia e beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNFC).
 
Cursos em diferentes níveis, desde alfabetização e Escolarização de Jovens e Adultos (EJA), até nível superior, foram garantidos pela persistência de várias pessoas, como as educadoras Conceição Lobato e Adelaide Coutinho. Professoras da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), elas conhecem bem cada palmo da estrada percorrida pelo Pronera no estado.
 
Apaixonadas pelo ofício que escolheram, acreditam que, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo desse percurso, o programa comprova que o investimento em educação é a melhor alternativa para semear a cidadania entre a população camponesa do país. Elas acompanharam os primeiros passos do Pronera, desenvolvido pelo Incra em parceria com instituições públicas (universidades e institutos de educação), além de movimentos sociais e sindicais.
 
Para Adelaide Coutinho, o grande mérito é a conexão constante com os movimentos sociais, o que faz com que o programa, iniciado em 1998, não seja algo “imposto de cima para baixo, mas construído através do diálogo onde a participação dos trabalhadores rurais organizados por meio dos movimentos sociais é fundamental para o sucesso”.
 
A UFMA foi a instituição pioneira nas parcerias efetivadas pelo Pronera no Maranhão. Adelaide e Conceição relembram o cenário das primeiras salas de aula, algumas delas montadas em barracos de lonas, nos acampamentos. Para elas, o compromisso em assegurar a quem está no campo, educação de qualidade, dentro de parâmetros que reconhecem a singularidade de cada região do país e valorizando a participação dos beneficiários do programa de maneira propositiva é o que fez o Pronera se tornar uma referência na área de políticas públicas no país.
 
Desde que foi implementado no Estado do Maranhão, o Pronera ofereceu cursos nos níveis de Alfabetização e Escolarização de Jovens e Adultos (EJA), formação técnico-profissional de nível médio e formação de nível superior. Ao todo foram 21.440 alunos beneficiados pelos cursos de EJA, que contou com 1.049 educadores do campo. 
 
Nos cursos de nível médio, o Pronera formou 1.796 alunos em magistério, técnico em agropecuária, técnico em agroecologia, saúde comunitária e uma ação do Residência Jovem. Nos cursos de nível superior foram atendidos 340 alunos com formação em Pedagogia da Terra e Residência Agrária. “Em andamento, temos dois cursos de nível médio em técnico em agropecuária e outros dois de nível superior em Agronomia e Zootecnia”, informa Valéria Rodrigues, da coordenação do Pronera do Incra no Maranhão.
 
A professora Conceição Lobato ressalta a importância desses números e o que representam no meio rural brasileiro, por oferecerem aos trabalhadores e trabalhadoras rurais do país a oportunidade de conquistar uma vida mais digna por meio da educação. Ela considera que, mais do que aspecto quantitativo, o aspecto qualitativo é o que mais deve ser ressaltado em relação ao Pronera.
 
 
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