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Famílias da Resex Tapajós-Arapiuns aprendem sobre plantas alternativas amazônicas


Publicado dia 21/08/2017

 

Há uma diversidade de frutas, folhas, sementes, flores e raízes que estão disponíveis na Amazônia e ainda são pouco utilizadas para a alimentação, tais como moringa e ora-pro-nobis. Conhecer e aproveitar, de forma sustentável, as riquezas que a floresta oferece é parte do trabalho do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) que é desenvolvido na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, em Santarém (PA), a partir de recursos disponibilizados pelo Incra.

A primeira oficina sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) foi realizada com moradores da comunidade São Pedro, nos dias 9 e 10 de agosto. A atividade foi concebida a pedido das próprias famílias e é realizada no âmbito do serviço de ATER.

No total, quinze comunidades são atendidas pelo Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (Ceapac). Todas as localidades estão dentro da Unidade de Conservação (UC) ambiental Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e a Ceapac executa o trabalho a partir de contrato com o Incra.

Identificação
Inicialmente, técnicos de ATER do Ceapac acompanharam as famílias numa caminhada pela comunidade, com o fim de identificar as plantas não convencionais comestíveis que já existem na região e fazer a coleta de amostras.

Já num barracão da localidade, foram repassadas aos comunitários informações relativas às características das espécies coletadas e outras trazidas pela equipe do Ceapac, bem como os usos e os benefícios que elas promovem à saúde. Algumas das plantas apresentadas durante a oficina são ricas em proteínas, ferro e vitaminas como, por exemplo, a folha da moringa ou da ora-pro-nobis.

A etapa seguinte da capacitação foi o preparo e a degustação de pratos a partir das plantas, como doces, saladas, sucos, chás, refogados e pães.

Sementes
A oficina encerrou com a distribuição de mudas e sementes de plantas alimentícias não convencionais, com o objetivo de ampliar a presença delas na região. Na ocasião, foram repassadas orientações para o plantio. Nas próximas visitas técnicas nas unidades familiares, os técnicos poderão acompanhar diretamente o plantio dessas plantas, como também as outras atividades produtivas das famílias.

A programação foi organizada por Harald Weinert, coordenador da equipe de Assistência Técnica do Ceapac, e Alessandra Monteiro, técnica da equipe.

A próxima oficina sobre plantas alimentícias não convencionais está marcada para o período de 30 de agosto a 1º de setembro, na comunidade Anã.

O contrato
Atualmente, o Ceapac atende a 742 famílias de 15 comunidades e aldeias da margem direita do Médio a Baixo Arapiuns, como parte do contrato com o Incra, que iniciou em 2014, com duração de 30 meses e, em abril deste ano, foi prorrogado até final de 2018.

Embora seja uma unidade de conservação ambiental, a Resex Tapajós-Arapiuns possui famílias reconhecidas pelo Incra, o que as torna beneficiárias de políticas públicas que também são ofertadas a assentados da reforma agrária.

Isso é possível graças a um acordo firmado entre o então Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) – hoje Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) – e o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A comunidade
São Pedro fica na região do Médio Arapiuns, a cerca de oito horas de barco da área urbana de Santarém. Com cerca de 150 famílias, é uma das maiores comunidades da Resex Tapajós Arapiuns. Possui microssistema de abastecimento de água, energia elétrica durante quatro horas por dia por meio de grupo gerador, escola de ensino fundamental e médio modular, telecentro com acesso à internet e centro de saúde. No local, também funciona uma rádio comunitária FM.

 

 

 

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