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Feijão é atrativo de feira da reforma agrária em Piratini(RS)


Publicado dia 18/05/2017

 

O alimento símbolo da dieta brasileira voltou a ser evidenciado na quarta-feira (17) durante a III Feira do Feijão Orgânico de Piratini/RS, município localizado a 350 quilômetros de Porto Alegre. A terceira edição do evento, mantido pelos assentados piratinenses, reuniu centenas de pessoas interessadas em adquirir produtos orgânicos, aprender sobre agricultura ecológica e saborear feijoada a preço popular.

Estrela da festa, o feijão foi representado por mais de 30 variedades totalizando 2 mil quilos destinados à alimentação ou ao plantio. Ao lado de qualidades comercialmente incomuns, como milico, dega e iraí, as campeãs de procura foram as versões coloridas e tipo amendoim.

A diversidade da exposição foi além do item principal. As bancas – que aproveitaram material distribuído pelo Incra/RS para a realização de feiras semanais – também apresentaram hortaliças, frutas, panificados “e tudo o que campo produz, mas de maneira orgânica”, atesta José Gabriel Venâncio, presidente da Associação de Produtores Ecológicos Conquista da Liberdade (Apecol).

A entidade liderada pelo assentado foi responsável pelo fornecimento dos produtos oferecidos no evento juntamente com a Associação de Produtores de Base Ecológica (Aprobeco). A Apecol é formada por 14 famílias com produção orgânica certificada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Aprobeco reúne 12 integrantes na mesma condição.

Programação

Paralelo ao espaço de vendas, a Feira do Feijão Orgânico de Piratini serviu 150 pratos de feijoada à base de ingredientes oriundos da reforma agrária e cultivados sem agrotóxicos. Os ingressos custaram R$ 10 com o objetivo de estimular a participação dos consumidores.

Outro destaque da iniciativa foi o momento destinado à reflexão sobre agroecologia e alimentação. Palestrantes da Embrapa Clima Temperado (sediada em Pelotas) e da Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Ascar)/Emater falaram sobre a qualidade nutritiva do feijão, o mercado regional do produto e sobre leguminosas de inverno. Assentados de Piratini apresentaram relato sobre suas experiências com lavoura ecológica.

As atividades tiveram presença de estudantes especialmente convidados pela comissão organizadora. “A juventude precisa conhecer o lado da agricultura que não usa pacote de veneno nem adubo químico. Precisa saber que a terra é viva por si só. É assim que produz alimento saudável”, considera Venâncio, da Apecol.

Abrangência

Conforme o geógrafo Anderson Fontoura, da Emater/RS – entidade contratada pelo Incra/RS para prestar assistência técnica na região – a Feira do Feijão Orgânico de Piratini surgiu em 2015 por conta da expressividade desta lavoura. “É uma cultura bem viável, mantida por cerca de 50% dos assentados do município, seja para autoconsumo ou comercialização”. 

A estimativa é confirmada por dados do Sistema de Gestão Rural de Assistência Técnica, Social e Ambiental (Sigra), que acompanha a evolução dos assentamentos no Estado. Em 2016, 194 famílias declararam manter este tipo de cultivo em um universo de aproximadamente 400 beneficiários da reforma agrária distribuídos nos oito assentamentos de Piratini. Somente a Apecol, calcula reunir produção de 5 mil quilos na safra atual, dos quais três mil foram entregues à Bionatur (fornecedora de sementes agroecológicas).

Fontoura também ressalta o resgate da diversidade genética estimulada pela Feira. “A primeira edição teve poucas variedades, hoje são 30”, observa. A III Feira do Feijão Orgânico de Piratini foi promovida pela Apecol e Emater com apoio da Bionatur, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Embrapa, Prefeitura de Piratini, Fundação Luterana de Diaconia (FLD) e Governo do RS.

 

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Atualizada às 14h17 de 19/05/2017

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