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Incra/AM publica RTID de comunidade quilombola do Rio Indirá


Publicado dia 21/08/2017

 

Nos dias 16 e 21 de agosto de 2017, a Superintendência Regional do Incra no Amazonas publicou no Diário Oficial da União o edital do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) do território quilombola Rio Andirá, localizado no município de Barreirinha (AM), em uma área de 27,8 mil hectares.

O território quilombola é composto pelas seguintes comunidades: Santa Tereza do Matupiri, Boa Fé, Ituquara, São Pedro e Trindade, com 558 famílias quilombolas cadastradas e uma população de cerca de 2,7 mil pessoas.

A atividade extrativista é uma das mais importantes fontes de incremento da alimentação e de geração de renda para as famílias quilombolas. Os recursos da floresta mais extraídos pelos moradores dessas comunidades são a castanha, açaí, óleos, resinas e fibras de cipós - conhecidos como jacitara, ambé, cipó-titica - muito utilizados na fabricação de peças de artesanato e de utensílios domésticos, como: peneiras, paneiros, tipitis, cestas e outros. As atividades de caça e pesca praticada pelas famílias quilombolas possuem características artesanais e estão voltadas quase que inteiramente para o consumo doméstico.

O RTID do Território Quilombola do Rio Andirá é o segundo publicado pelo Incra/AM. O anterior foi o da comunidade Tambor, no município de Novo Airão, com território delimitado de 719.880 hectares e 17 famílias.

Histórico

De acordo com fontes identificadas por antropólogos do Incra, um grupo de negros que teria conseguido fugir do regime escravocrata constitui o marco da formação e da especificidade sociocultural do grupo. Provavelmente, em meados da década de 1870, esse grupo de escravos teria conseguido fugir de um navio que tinha como destino cidades do estado do Pará. Após a fuga, o grupo subiu o rio Amazonas até onde hoje se localiza a Vila Amazônia, em Parintins.

Mais tarde, esse mesmo grupo teria se subdividido em grupos menores formados por familiares. Um desses subgrupos teria depois se deslocado, em companhia de um comerciante da região, subindo o rio Amazonas até uma localidade nas imediações da atual sede do município de Barreirinha.

O desenvolvimento do povoado onde hoje existe a comunidade de Santa Tereza do Matupiri teria iniciado em 1933. Consta que a primeira preocupação com a organização de Matupiri ocorreu ainda no início da década de 1950, quando foi nomeada a primeira diretoria para administrar o povoado. Em meados de 1980, o vilarejo já possuía um considerável número de famílias, várias dessas tinham se deslocado para lá em razão do processo de expansão da atividade de pecuária extensiva e da consequente expropriação de terras decorrente desse avanço. Também nesse período o povoado foi incluído na categoria de comunidade pela Prefeitura de Barreirinha.

 

 

 

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