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Produção de licor, doce e conservas amplia renda de família assentada em Goiás


Publicado dia 29/06/2017
Francisco e Benaia vendendo a produção durante Agro Centro-Oeste Familiar 2017 - foto: Ascom Incra/GO
 
A rotina e a renda da parcela oito, da assentada Quedima Justino da Silva - no assentamento Dom Hélder Câmara, no município de Itaberaí (GO) -, foi fortemente alterada, nos últimos dois anos, com o adicionamento de sua filha, Benaia Hanini de Carvalho, e marido, Francisco das Chagas da Silva, na produção.
 
O casal Benaia e Francisco saiu de São Paulo, pediu demissão de empregos típicos de cidade (ela é técnica, com nível superior, em Segurança do Trabalho e ele, mestre de obras) e mudou-se para Goiás em busca de qualidade de vida. “Eu precisava de mais tempo para cuidar da minha filha. E na capital paulista, devido à rotina de trabalho, não teria condições”, lembra Benaia. 
 
Benaia voltou para a casa da mãe, dona Quedima, no assentamento Dom Hélder Câmara. Ela e o marido renovaram e fortaleceram a mão de obra familiar, antes composta apenas da mãe e do padrasto. Juntos, todos passaram a cuidar da horta, aumentar e diversificar a produção. Quase toda a produção de beterraba, batata, jiló, pepino e cenoura é entregue para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o excedente é vendido nas feiras locais, tanto in natura como em conservas - feitas por Benaia e Quedima. 
 
Diversificação
 
Para ampliar sua renda, Benaia passou a fazer e vender bolo no pote e cup cake. “Como são muito perecíveis, tinha muito desperdício”, lembra. Foi quando decidiu mudar de produto e  aproveitar parte dos vegetais que sobravam da horta familiar. Participando de curso de culinária realizado pela Prosafra - empresa de assistência técnica contratada pelo Incra em Goiás -, aperfeiçoou as técnicas aprendidas com a família para produzir conserva que, posteriormente, foram aplicadas na produção de licor e doce. Ela e a mãe cuidam da fabricação, pois, explica que todo o processo de manipulação dos alimentos exige rigor na higienização para garantir sua conservação e qualidade. 
 
“Hoje, o carro-chefe da produção é o doce de banana zero açúcar”, afirma. Benaia faz questão de lembrar que as frutas usadas para fabricar o doce são do assentamento e não recebem agrotóxico. “Tenho que comprar bananas de um vizinho porque a nossa ainda não é suficiente para  manter o estoque. Toda semana, preciso de 20 quilos da fruta”, acrescenta.
 
Segundo Benaia, ainda não dá para ter um salário fixo, pois está reinvestindo na produção. A cozinha de trabalho de Benaia e seus produtos já receberam o aval da Vigilância Sanitária e estão em processo de legalização no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Tenho fé em Deus que eu vou longe, ainda vou exportar minha produção”, acredita a empreendedora.
 
Uma certeza, ela já tem: “foi ótima a mudança para Goiás”. Benaia diz que hoje tem  tranquilidade para cuidar da filha, trabalha com produtos agroecológicos, pois utiliza verduras e frutas produzidas sem agrotóxicos pela família e pelos vizinhos de assentamento, está estruturando sua produção e obtém renda satisfatória. Atualmente, em duas feiras semanais da cidade comercializa, em média, R$ 900,00. Durante eventos maiores, vende mais e faz contatos para negócios futuros. Na última Agro Centro-Oeste Familiar, realizada no começo do mês de junho, faturou R$ 4,8 mil.
 
Dom Hélder Câmara 
 
Situado no município de Itaberaí, região central de Goiás, o assentamento Dom Hélder Câmara fica a cerca de 90 quilômetros da capital Goiânia. Foi criado por desapropriação em 2004. A área do assentamento é de 210 hectares e abriga oito famílias de trabalhadores rurais que se dedicam, em sua maioria, à produção leiteira. 
 
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