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Quilombolas são beneficiados pelo Programa Nacional de Habitação Rural em Pernambuco


Publicado dia 26/04/2018
 
A Superintendência Regional do Incra no Médio São Francisco participou, dia 25 de abril, de eventos em duas comunidades quilombolas no município de Santa Maria da Boa Vista, no sertão pernambucano, para assinatura de contratos de Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) para construção de moradias. O programa vai beneficiar 71 famílias, sendo 35 na comunidade de Cupira e 36 em Inhanhum.
 
De acordo com a presidente da comunidade de Cupira, Fernanda Rodrigues, as famílias foram selecionadas pela associação das comunidades conforme a necessidade de moradia com estrutura e segurança. “Hoje festejamos uma conquista da luta e da organização do nosso povo quilombola, que há quatro anos batalha com o projeto de habitação rural pra trazer uma infraestrutura que melhore a qualidade de vida das nossas famílias na comunidade”, explicou.
 
As residências serão construídas com a participação dos beneficiados, que terão como contrapartida a mão de obra auxiliar. O valor financiado é R$ 34,2 mil para imóvel com aproximadamente 50 m², com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. O projeto, no entanto, prevê a possibilidade de reformas posteriores para acréscimo de outros cômodos.
 
Para o superintendente regional da autarquia, Bruno Medrado, presente no evento “foi um momento de muita importância para as comunidades quilombolas, pois eles assinaram contratos para a construção de casas”. Medrado afirma ainda que, em bem pouco tempo, espera cadastrar e reconhecer as famílias quilombolas como beneficiárias de políticas do Programa Nacional de Reforma Agrária para que elas tenham direito também aos créditos ofertados pelo Incra, e assim “somar esforços com geração de renda e melhoria da produção para fortalecer ainda mais a agricultura familiar”, comemora.
 
História
 
As duas comunidades são vizinhas e organizadas em associação, possuem certidão de autorreconhecimento emitida pela Fundação Cultural Palmares e processo aberto no Incra para regularização de seu território.
 
Cupira tem 218 famílias em uma área de 45km² de território, no qual as famílias produzem cebola, melão, manga, banana, macaxeira, feijão, hortaliças, e criação extensiva de caprinos, ovinos e suínos e galinha caipira.
 
Atualmente, a comunidade conta com um grupo de dança que faz o resgate da mazurca, dança afro com as “Dandaras”, além do grupo de capoeira formada pelos alunos da Escola Municipal Francisco Lourenço.
 
Inhanhum tem, de acordo com a associação, 300 famílias em uma área territorial de 579 hectares, sem contar com as ilhas do Rio São Francisco.
 
De acordo com o membro da associação, João Aparecido, há registros de membros da comunidade desde o século XVI: “através do registro dos mais antigos, desde em meados de 1650, já habitavam aqui, tanto que temos em nosso território cercas de pedrar construídas pelos escravos e ruínas desse tempo”, afirma.
 
O reisado da comunidade faz parte do patrimônio cultural do estado, por ser uma tradição que tem as primeiras atividades relacionadas às festas de Santos Reis que acontecem desde o século XVIII.
 
PNHR
 
O Programa Nacional de Habitação Rural é uma modalidade do Programa Minha Casa, Minha Vida, regulamentado pelo Ministério das Cidades, voltado para a população que vive no campo como os agricultores familiares e trabalhadores rurais. São também beneficiários: pescadores artesanais, extrativistas, silvícolas, agricultores, arvicultores, piscicultores, ribeirinhos, comunidades quilombolas, povos indígenas e demais comunidades tradicionais.
 
O PNHR é operacionalizado pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Cada família pode financiar até R$ 34,2 mil. Deste total, cada assentado pagará apenas 4%, em quatro parcelas anuais de, em média, R$ 280,00.
 
Assessoria de Comunicação do Incra no Médio São Francisco
(87) 3861-2817
www.incra.gov.br/medio-sao-francisco
 

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