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Seleção para curso de Agronomia pelo Pronera tem prova no domingo (3) em Minas Gerais


Publicado dia 01/09/2017

 

A seleção para a primeira turma do curso de Agronomia pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), em Minas Gerais, realiza neste domingo (3) a segunda etapa do processo seletivo. A prova será das 8h às 12h, no Campus da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) de Iturama (MG).

Estão sendo oferecidas 50 vagas para jovens e adultos de projetos de assentamento criados e reconhecidos pelo Incra, quilombolas e trabalhadores acampados cadastrados na autarquia, e beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNFC).

O curso é oferecido pelo Departamento de Agronomia da UFTM Iturama, em parceria com o Incra, por meio do Pronera. Os alunos poderão obter o título de bacharel ao final de quatro anos.

A primeira fase da seleção ocorreu entre 3 de julho e 7 de agosto, quando os candidatos enviaram documentos para certificar que estão inseridos no público-alvo do programa. Nesta etapa inicial se inscreveram mais de 500 candidatos e, destes, 292 apresentaram documentação adequada e estão aptos para realizar a prova escrita da segunda e última etapa, neste domingo.

Os organizadores do concurso esperam divulgar o resultado final até 6 de outubro, após julgar os recursos que poderão ser interpostos em 28 e 29 de setembro.

Perfil
Levantamento realizado pelo Pronera e pela UFTM aponta uma ampla diversidade entre os candidatos aprovados para a segunda fase. Foram dois inscritos da Região Sul (Paraná), 18 da Região Norte (Tocantins, Pará e Rondônia), 30 do Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí e Ceará), 44 do Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal) e 177 do Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo).

Outro dado relevante é a variação no perfil de beneficiários que estão participando do processo seletivo. Além de assentados, há candidatos acampados, extrativistas, quilombolas e de assentamentos do Crédito Fundiário. Para o coordenador-geral de Educação do Campo e Cidadania no Incra, Iradel Costa, estes dados apontam para uma demanda crescente de cursos de ciências agrárias pelo público da agricultura familiar e reforma agrária, mas que seja formatado para quem, de fato, trabalha com a agricultura.

“As famílias têm buscado se qualificar e os cursos do Pronera vêm ao encontro desta necessidade. Ter um filho agrônomo pode ser uma grande chance para uma família assentada aumentar a produtividade do lote e da comunidade rural e melhorar o aproveitamento dos recursos”, avalia o coordenador, enfatizando a importância do curso de Agronomia em proporcionar o conhecimento teórico para quem já tem a vivência prática.

A grade curricular dará ênfase às técnicas voltadas para a realidade das famílias beneficiárias. Serão abordados temas da Agronomia considerando aspectos como agricultura familiar, agroecologia e redes alternativas de comercialização, entre outros.

O curso é realizado pelo método da Pedagogia da Alternância. Trata-se de metodologia estruturada levando em consideração a realidade dos trabalhadores rurais, prevendo tempo de estudo presencial concentrado na universidade e retorno dos estudantes à comunidade para que possam trabalhar na colheita, semeadura e outras atividades agrícolas.

Viés agroecológico
A coordenadora pedagógica do curso, Luci Aparecida Souza Borges de Faria, avalia que um conteúdo direcionado para este público deve ter uma abordagem que seja condizente com as condições e o dia a dia dos alunos. “Nosso viés será voltado para a agricultura familiar e agroecologia, mas sempre obedeceremos às exigências curriculares do Ministério da Educação e profissionais do Conselho de Engenharia e Agronomia”, avalia. A coordenadora acredita que a busca pelo conhecimento dos inscritos parece refletir em um desejo de permanecer no campo e na atividade agrícola.

Os 50 candidatos aprovados terão um evento de acolhimento. De acordo com Luci, o objetivo do acolhimento é oferecer nivelamento de conhecimento e aumentar a integração com o curso de Agronomia regular aos alunos que forem selecionados, criando melhores condições para adaptação ao curso da forma mais rápida possível.

Fornecendo a merenda
Outro aspecto ressaltado pela coordenação está na organização da alimentação. Como a maior parte dos alunos são agricultores familiares, a ideia é utilizar esta condição para que os próprios alunos possam ser os fornecedores de alimentos.

“O objetivo é ofertar os recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) da modalidade Compra Direta da Agricultura Familiar para que os alunos abasteçam a merenda que eles mesmos vão consumir”, explica Luci.

 

 

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