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Aumenta a procura por produtos da reforma agrária no Rio Grande do Sul

Publicado: Quinta, 02 Abril 2020 16:10 | Última Atualização: Quinta, 02 Abril 2020 23:17
Produção do agricultor Sandino Nunes no assentamento Itapuí
Produção do agricultor Sandino Nunes no assentamento Itapuí

A demanda por produtos da reforma agrária aumentou nos municípios gaúchos de Nova Santa Rita, Viamão e Eldorado do Sul, região metropolitana de Porto Alegre (RS). As famílias assentadas mobilizam-se por meio de grupos ou cooperativas para atender aos pedidos de entregas em domicílio e manter a comercialização direta nas feiras ainda abertas.

O agricultor Sandino Argolo Nunes, do assentamento Itapuí, em Nova Santa Rita, disse que somente entre os dias 25 e 26 de março foram feitas 53 entregas em domicílios. Ele revelou que desde a semana anterior até a última segunda-feira (30), mais de 300 pedidos já foram registrados.

Antes da decretação de estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul por causa da pandemia de coronavírus, efetuada pelo governo estadual em 19 de março, a média de entregas de cestas de alimentos em domicílio, segundo Nunes, era de apenas cinco por semana. 

Ele observa as regras de higienização de produtos e do manejo. As encomendas são entregues em sacos fechados. “Usamos luva, máscara e tentamos manter o mínimo contato com as pessoas, às vezes só deixamos na portaria. Optamos por pagamentos por transferência bancária ou cartão e higienizamos a máquina com álcool sempre após o uso”.

Lista de espera

Além das entregas, os assentados da reforma agrária comercializam seus produtos em feiras ainda abertas na região metropolitana da capital gaúcha. Por causa do aumento da demanda e da estiagem no estado, os produtores não estão conseguindo atender a todos os pedidos. No assentamento Viamão, localizado no município homônimo, já existe até lista de espera para as próximas semanas.

No mesmo assentamento, o Aromas e Sabores do Campo aumentou as entregas em domicílio de 30 para 80 vendas. Já o coletivo Mulheres da Terra recebe encomendas de frutas e hortaliças orgânicas via telefone, aplicativo e e-mail. A prioridade do grupo são os clientes antigos, mas novos pedidos são encaixados no roteiro de entregas todos os dias dentro do possível.

Entregas em casa

Os produtos da reforma agrária vão muito além de frutas e legumes. A agroindústria Pão da Terra, formada por famílias assentadas de Eldorado do Sul, passou a priorizar o comércio em domicílio. As entregas são divididas por bairro em Porto Alegre, às quartas, quintas e sextas-feiras.

A Cooperativa dos Trabalhadores Assentados na Região de Porto Alegre (Cootap), que beneficia a produção de 14 assentamentos situados em 11 municípios gaúchos, disponibiliza aos clientes sucos, leite em pó, geleias, mel, extrato de tomate e grãos como arroz orgânico e feijão. O serviço de tele-entrega de mercadorias já está funcionando. Desde a última terça-feira (31), a parceria com uma empresa de logística urbana ampliou a capacidade de distribuição.

A Loja da Reforma Agrária, instalada no Mercado Público da capital, atende pedidos diários feitos por telefone ou e-mail. No espaço físico há horários diferenciados para consumidores idosos, a fim de reduzir riscos para a saúde.

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